A franquia que se tornou sinônimo de “guilty pleasure” para os fãs de terror está de volta. Pânico na Floresta 7: O Legado estreou no catálogo do Prime Video e a pergunta que fica é: ainda há carne fresca nesse osso?
Desta vez, a direção tenta se afastar do tom quase caricato das sequências anteriores. O filme volta às raízes do suspense de sobrevivência, focando em um grupo de jovens que se desvia de uma trilha nos Apalaches e encontra uma comunidade que vive sob leis ancestrais e brutais. O roteiro de Alan B. McElroy (que escreveu o original de 2003) tenta dar mais profundidade à seita, saindo do clichê de “canibais deformados” para algo mais voltado ao horror social e fanatismo.
As atuações são funcionais, com destaque para a protagonista que entrega um desespero palpável. A fotografia aproveita bem a claustrofobia da floresta fechada, criando uma sensação constante de que algo está observando entre as árvores. O que não funciona, infelizmente, é a duração excessiva em certos pontos do segundo ato, que desacelera um ritmo que deveria ser frenético.
Veredito de Pânico na Floresta 7: O filme é uma evolução clara em relação aos últimos três títulos da franquia. Não redefine o gênero, mas entrega o que o fã de terror espera: tensão, mortes criativas e um final que deixa uma ponta de esperança (ou desespero). Nota: 7/10.


















