A Copa do Mundo FIFA é, sem dúvida, o maior evento esportivo do planeta, capaz de parar nações e unir torcidas em uma paixão singular. Com a edição de 2026 se aproximando – e com ela, um formato inédito com 48 seleções e três países-sede (Canadá, México e Estados Unidos) –, a pergunta que não quer calar entre os fãs brasileiros é: quem terá os direitos de transmissão no Brasil?
Tradicionalmente, a Rede Globo tem sido a detentora exclusiva dos direitos de transmissão da Copa do Mundo em TV aberta no Brasil por décadas. Essa parceria histórica, que se estende por mais de 50 anos, consolidou a emissora como o principal palco para os jogos da seleção brasileira e as grandes partidas do torneio. No entanto, o cenário da mídia esportiva e do entretenimento tem se transformado rapidamente, com a ascensão das plataformas de streaming e a entrada de novos players no mercado.
A Liderança Histórica da Rede Globo
Até o momento, a Rede Globo e SBT detém os direitos de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2026 para o Brasil. Isso significa que os torcedores poderão acompanhar os jogos na TV aberta, através das emissoras, e também em suas plataformas digitais, como o Globoplay, SporTV(canal de TV por assinatura do Grupo Globo) e +SBT. Essa aquisição, negociada com a FIFA, garante as emissoras a exclusividade na TV aberta e na TV paga, além dos direitos de streaming para as suas plataformas.
É importante ressaltar que a dinâmica dos direitos de transmissão tem se tornado cada vez mais complexa. Embora a Globo mantenha a hegemonia, outras empresas podem buscar sublicenciamentos ou acordos para exibir partes do conteúdo, como tem acontecido em edições anteriores com outras competições.
O Papel Crescente do Streaming e Novas Plataformas
Ainda que a Globo seja a principal detentora, a paisagem do streaming pode trazer surpresas. Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, a CazéTV, liderada pelo streamer Casimiro Miguel, revolucionou a forma de consumir o Mundial, transmitindo jogos gratuitamente e quebrando recordes de audiência no YouTube e na Twitch. Essa experiência bem-sucedida abriu precedentes e mostrou o potencial das plataformas digitais para grandes eventos esportivos.
Para 2026, embora a Globo tenha os direitos, não está descartada a possibilidade de sublicenciamentos para plataformas de streaming ou canais digitais, especialmente para jogos específicos ou para a criação de conteúdos complementares e alternativos. A FIFA tem demonstrado interesse em expandir o alcance de seus eventos, e parcerias com influenciadores e plataformas digitais podem ser uma estratégia para atrair um público mais jovem e engajado.
Copa do Mundo de 2026: Um Novo Formato
Além das questões de transmissão, a Copa do Mundo de 2026 será histórica por si só. Será a primeira edição com 48 seleções participantes, divididas em 12 grupos de quatro equipes. Isso significa um número maior de jogos – um total de 104 partidas – e uma duração estendida do torneio. Os três países-sede – Canadá, México e Estados Unidos – prometem uma infraestrutura robusta e uma experiência única para torcedores e seleções.
A expansão do torneio e a inclusão de mais nações trarão uma diversidade ainda maior de estilos de jogo e histórias para acompanhar. Para os telespectadores brasileiros, isso significa mais horas de futebol de alta qualidade e a chance de ver novas seleções brilhando no maior palco do futebol mundial. A cobertura da Globo e de suas plataformas certamente se adaptará a esse novo formato, oferecendo uma experiência completa e imersiva.
Em suma, os fãs de futebol no Brasil podem ficar tranquilos: a Rede Globo será o principal canal para acompanhar a Copa do Mundo FIFA de 2026, tanto na TV aberta quanto em suas ramificações por assinatura e streaming. No entanto, fiquem atentos, pois o cenário digital é dinâmico e pode trazer novidades e outras formas de consumir o evento mais esperado do futebol mundial.








